Sudoeste Paulista
Artista Kelly Santos, Rejane e Patrícia Braga, organizadoras do evento Exposição 'Lugar de Mulher' marcou o Dia da Mulher em Fartura


Dia da Mulher
Exposição 'Lugar de Mulher' marcou o Dia da Mulher em Fartura
Colaborou: Gabi Mayara
12/03/2018 • 13:54:41
Atualizada:
12/03/2018 • 13:57:05
  • Artista Kelly Santos, Rejane e Patrícia Braga, organizadoras do evento
    Artista Kelly Santos, Rejane e Patrícia Braga, organizadoras do evento
  • Cartaz anunciando a violência contra a mulher
    Cartaz anunciando a violência contra a mulher
  • Cartaz tentando combater a cultura do estupro
    Cartaz tentando combater a cultura do estupro
  • Farturenses fizeram ensaios fotográficos para a exposição
    Farturenses fizeram ensaios fotográficos para a exposição
  • Mulheres violentadas podem denunciar sem medo
    Mulheres violentadas podem denunciar sem medo
  • Negras e gordas sendo representadas lindamente na exposição
    Negras e gordas sendo representadas lindamente na exposição
  • Obras de arte de Kelly Santos
    Obras de arte de Kelly Santos

Representando o Dia Internacional da Mulher, no dia 08 de março, a Assistência Social do município de Fartura organizou uma exposição impactante de cartazes e quadros sobre a violência contra as mulheres, feminicídio, cultura do estupro e machismo, na qual aconteceu na Praça 9 de Julho durante a tradicional Feira da Lua.

O objetivo do evento foi representar as mulheres, denunciar abusos e violências de forma indireta, ajudar as mesmas a encontrarem ajuda e dar mais visibilidade para o ato de femincídio, que acontece todos os dias no Brasil.

As assistentes sociais Patrícia Braga e Rejane organizaram o evento com total apoio da Prefeitura e população. “O feminicídio no nosso país, a violência contra a mulher, a cultura do estupro, o machismo e tudo que diminui a mulher, infelizmente ainda acontece de forma gritante. O Brasil é o 5º país que mais tem feminicídio, e isso nas entrelinhas, pois inúmeros casos não são registrados como feminicídio e inúmeras mulheres não denunciam por medo ou por acharem normal”, ressaltaram elas.

A exposição também contou com obras de artes de Kelly Santos, onde representou mulheres negras e gordas, na qual são consideradas feias perante a sociedade e são motivos de preconceito e piadas.

O Feminicídio consiste em o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, comuns em sociedades marcadas pela associação de papéis discriminatórios ao feminino, como é o caso brasileiro.

No Brasil, o cenário que mais preocupa é o do feminicídio cometido por parceiro íntimo, em contexto de violência doméstica e familiar, e que geralmente é precedido por outras formas de violência e, portanto, poderia ser evitado.

Trata-se de um problema global, que se apresenta com poucas variações em diferentes sociedades e culturas e se caracteriza como crime de gênero ao carregar traços como ódio, que exige a destruição da vítima, e também pode ser combinado com as práticas da violência sexual, tortura e/ou mutilação da vítima antes ou depois do assassinato.

A exposição “Lugar de mulher” foi um ato importante para o município, pois muitas mulheres sofrem caladas todos os dias e não têm o conhecimento sobre o crime ou o machismo. O crime de feminicídio íntimo está previsto na legislação desde a entrada em vigor da Lei nº 13.104/2015, que alterou o art. 121 do Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio. Assim, o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino, isto é, quando o crime envolve: “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.

Os parâmetros que definem a violência doméstica contra a mulher, por sua vez, estão estabelecidos pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) desde 2006: qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, no âmbito da unidade doméstica, da família ou em qualquer relação íntima de afeto, independentemente de orientação sexual. Denuncie.


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