

O vereador Henrique Lucarelli salientou: “hoje vivemos uma ocasião diferente do habitual. Normalmente é o padre quem fala nas homilias e o povo escuta com atenção. Mas, nesta noite especial, são os representantes do povo que têm a honra de dirigir a palavra a um padre.
Sempre o vi como um pregador, com vasto conhecimento do Evangelho da luz, como nos ensina a Palavra: ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo do cesto, mas no candeeiro, onde ilumina todos os que estão na casa.
Nesse caminho de vida que o padre Carlos escolheu, havia Fartura em meio ao percurso. O senhor veio até aqui para trazer luz e, por ter conquistado tanta admiração com suas obras, agora esta terra também é sua.
Faço aqui um desejo sincero: que, além desta homenagem concedida hoje, o senhor leve consigo, guardado no lado esquerdo do peito, exemplos vivos de piedade e, principalmente, da nossa hospitalidade. Que este título de cidadão simbolize não apenas o reconhecimento protocolar, mas uma profunda gratidão desta comunidade pela missão que o senhor cumpriu aqui”.

Com vozeirão autêntico, João Buranello, saudou as autoridades e em especial dona Sebastiana, responsável por “gerar este grande filho, este grande homem da sociedade religiosa, da sociedade civil e da sociedade farturense, que hoje parte para o Rio Grande do Sul, em uma missão muito importante, pois vai assumir uma paróquia tão distante, mas que permanecerá sempre em nossos corações.
Quantas campanhas, quantos jovens orientados, quantas obras realizadas que trazem a marca de sua dedicação e do seu amor. Ser farturense é ter a arte de fazer Fartura mais humana, e o senhor, padre Carlos, fez isso ao transformar sermões em ações, fé em pontes e comunidade em família. A partir de hoje, o senhor é farturense por direito e por merecimento. Em cinco anos, parece que o senhor esteve aqui por cinquenta, tamanha foi a sua dedicação por Fartura. E, padre Jonathan, o senhor tem agora esta missão, e com certeza Fartura irá recebê-lo de braços abertos. Padre Carlos, o senhor não está indo embora; o senhor permanece entre nós e jamais deixará de ser um filho de Fartura”.

Juliano Damásio, militante assíduo da igreja disse: “Padre Carlos, como filho desta paróquia, posso dizer que estamos vivendo um momento especial: tivemos o passado com o padre Paulo, vivemos o presente com o senhor e agora nos preparamos para o futuro. Isso demonstra a grandeza desta paróquia tão linda que conhecemos.
É uma honra poder participar, deste momento tão bonito e significativo. Há uma passagem da Bíblia que sempre levo comigo: “Ai de mim se não anunciar o Evangelho”. E foi assim que procurei viver, mas aprendi com o senhor que o anúncio deve ser feito com coragem, simplicidade e, acima de tudo, com amor.
Vivi um momento muito marcante no tempo da pandemia, durante uma celebração o senhor entrou sozinho na igreja, que estava vazia, com apenas alguns equipamentos transmitindo a Missa. Ainda assim, era um ambiente cheio de fé e de esperança. Naquele momento, era possível perceber sua emoção e sua entrega por cada cidadão farturense, por aqueles que sofriam e por aqueles que partiram.
Hoje, com muita alegria, vemos o crescimento da nossa paróquia, uma igreja construída com amor, cada detalhe refletindo dedicação. Lembro-me da emoção ao saber que o sino da paróquia estava tocando, foi uma grande alegria. Agora podemos ouvi-lo de verdade, marcando a vida da nossa comunidade.
Padre, o senhor sabe que esta paróquia faz parte da minha história. Quando eu era criança, minha mãe me consagrou aos pés de Nossa Senhora de Fátima, em um momento difícil da minha vida. Com fé, ela entregou minha vida a Deus, e isso marcou profundamente minha caminhada. Por isso, peço licença para quebrar o protocolo e destacar a importância das mães em nossas vidas. Elas são a base, o alicerce que nos sustenta.

O vereador Anderson de Lima professou: “O que dizer ao senhor, padre Carlos? Estou há quatro anos participando dessa caminhada e sempre ouvi que o sacerdócio é o amor do coração de Jesus. E, de fato, é isso mesmo: o sacerdote leva uma palavra de esperança, de carinho e de humildade, tanto para os fiéis da Igreja quanto para as famílias e, principalmente, para aqueles que mais precisam. Sempre digo que o sacerdócio não é um cargo, não é um trabalho, mas uma missão. E essa missão o senhor exerceu com excelência em Fartura.
A partir de agora, o senhor inicia um novo capítulo, vira uma nova página em sua vida, levando consigo tudo aquilo de bom que construiu aqui. E o mais bonito de tudo isso é que quem planta o bem não teme a colheita.
O senhor costuma dizer, em suas homilias, que é importante relacionar a Palavra de Deus com a nossa vida cotidiana, e isso faz toda a diferença. Muitas vezes saímos da missa com a sensação de que aquela mensagem foi feita para nós, porque o senhor consegue unir a Palavra à realidade de cada um.
Estamos aqui reconhecendo seu trabalho, sua dedicação e seu compromisso com as pastorais, com as famílias e com os mais necessitados, que muitas vezes são esquecidos. O senhor sempre esteve atento a isso, buscando melhorar a vida dessas pessoas.
Deixo aqui minha gratidão por tudo o que vivemos ao longo desses anos. Desejo também boa sorte ao padre Jonathan. Toda a comunidade estará ao seu lado para dar continuidade a esse trabalho”.

O presidente da Câmara, Bruno Guazzelli enalteceu “Padre Carlos, desde o primeiro dia em que o conheci, o senhor sempre me recebeu com uma palavra carinhosa e um abraço acolhedor. Sempre foi uma pessoa que transmitiu paz. É muito honroso para mim, nesta noite, olhar para o meio das pessoas e ver o carinho e o respeito que todos têm pelo senhor.
Dona Sebastiana, confesso que me emocionei ao vê-la durante os aplausos na entrada do padre Carlos; seu olhar brilhava, e isso é algo muito bonito de se ver. Tenho certeza de que o padre também está profundamente feliz por sua presença nesta noite.
Padre, como já foi dito ao longo desta cerimônia, não se trata apenas de descrever uma trajetória, mas de lembrar que não podemos esquecer o chamado divino que o senhor atendeu. Que Deus conduza sua vida e continue abençoando sua caminhada.
Aqui, em nosso município, o senhor realizou grandes obras, obras que jamais serão esquecidas. São ações que marcaram profundamente a vida das pessoas.
Certa vez, ouvi uma frase que dizia: O legado não é aquilo que deixamos para as pessoas, mas aquilo que deixamos nas pessoas. E hoje, nesta noite, através desta linda homenagem, fica evidente o legado que o senhor deixou em nossa comunidade”.

A primeira-dama Elisângela disse estar honrada em participar da homenagem, com sentimento de despedida. “E quanta saudade o senhor deixará em nossas missas, não é? Missas tão bonitas, tantos ensinamentos, tanto carinho, tanto amor em cada sermão, em cada homilia.
Luiz Marcos de Souza, o prefeito Marcão do Haras cumprimentou a todos e em especial ao “padre Carlos, meu querido amigo, que sempre me ajudou, me orientou e me guiou.
Padre, é uma honra estar aqui hoje participando deste momento e da entrega do título de cidadão farturense. O senhor é e sempre será uma pessoa que tenho como referência: alguém tranquilo, de paz, de coração puro, que sempre me aconselhou, inclusive dentro da minha família. Quantas vezes, em momentos difíceis, recorri ao senhor para conversar, e o senhor sempre esteve pronto para me ouvir e orientar.
Agora o senhor parte para uma nova missão, e certamente fará muita falta para todos nós. É uma perda para nossa comunidade, pois o senhor é uma pessoa muito carismática, que transmite segurança e acolhimento”.
Eu penso que é uma missão partir para outras terras, assim como fizeram os jesuítas, indo para lugares diferentes, muitas vezes desconhecidos. E para lá o senhor irá. Mas nós aguardaremos suas visitas, que certamente não serão poucas. Esperamos, não é? Gostaria de convidar a todos para rezarmos um Pai-Nosso. Estou até com um nó na garganta. Podemos rezar? Em homenagem ao padre, pedindo as bênçãos de Nosso Senhor, que Ele o leve e o conduza onde quer que esteja, que seja sempre luz e leve a Palavra de Deus, como foi para todos nós”.
