COLETA DE LIXO GERA TRANSTORNOS EM FARTURA

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O advogado Felipe Dognani em entrevista ao jornalista Henrique Outeiro na Rádio Nova Voz FM

A coleta de lixo em Fartura segue no centro das discussões entre servidores, Prefeitura e Câmara Municipal, enquanto moradores enfrentam novos transtornos provocados pelo acúmulo de resíduos nas ruas. Nos últimos dias, diferentes bairros amanheceram com sacos de lixo nas calçadas, situação que voltou a se repetir mesmo após a administração municipal anunciar mudanças no horário do serviço, que passou a começar às 5 horas.

O impasse estaria relacionado à decisão da Prefeitura de reduzir o pagamento de horas extras aos coletores. Trabalhadores afirmam que a medida provocou impacto na remuneração e reclamam da falta de valorização da categoria.

A questão foi levada à Câmara na sessão de segunda-feira, 3, quando o vereador João Buranello apresentou Moção de Apelo para que o prefeito Marcão do Haras dialogue diretamente com os funcionários e busque uma solução. O vereador Anderson Lima afirmou que servidores que se considerarem prejudicados podem recorrer ao Ministério Público.

Já Toninho do Batista defendeu a administração e declarou que nenhum direito dos trabalhadores foi retirado e o presidente da Câmara, Bruno Guazzelli, também defendeu uma negociação direta entre Prefeitura e coletores.

No programa “Fartura em Debate”, da Nova Voz FM, o advogado e ex-vereador Felipe Dognani questionou a justificativa para o corte das horas extras. Segundo ele, a Prefeitura teria alegado que funcionários registravam o ponto às 13 horas e retornavam às 17 horas.

Dognani reconheceu possível irregularidade, mas questionou a demora na identificação do problema e levantou a hipótese de que a medida possa representar uma estratégia para futura privatização do serviço. “O que nós podemos perceber enquanto população é que sim, houve uma queda na qualidade do serviço, mas a minha opinião preliminar sobre o assunto, sem adentrar em detalhes, vamos supor que a prefeitura realmente esteja correta nessa questão de cortar essas horas porque não estava havendo uma efetiva prestação de serviço. Demoraram quase dois anos para perceber isso? Eu acredito que seja uma manobra para a privatização do serviço”, frisou.