A noite desta segunda-feira entrou para a história da Festa do Peão de Barretos (SP). Pela primeira vez, a arena mais tradicional do rodeio brasileiro recebeu não um artista sertanejo, mas um fenômeno religioso: Frei Gilson. O sacerdote atraiu um público recorde de 60 mil pessoas, transformando o espaço em um grande templo de oração e devoção.


Com mais de 10 milhões de seguidores no Instagram e transmissões diárias que mobilizam fiéis às 4h da manhã para o rosário, o frei já era considerado uma das principais atrações do evento. Inicialmente, a organização esperava 40 mil pessoas, mas a demanda superou as expectativas. Foi necessário abrir camarotes e transmitir a apresentação em telões fora da arena.
Antes de subir ao palco, Frei Gilson destacou a importância de a festa dedicar um espaço à fé cristã. “Toda festa quer alegrar as pessoas. Não há alegria maior do que a mensagem do nosso Senhor”, afirmou.
A noite começou com acolhida do padre Emerson Silva, responsável por preparar a atmosfera para a entrada do frei. Aclamado pelo público, ele abriu a apresentação com a canção Colo de Mãe, em homenagem a Nossa Senhora. Ao longo da pregação, falou sobre fé, reconciliação, confiança em Deus e a importância da família. Em um dos momentos mais marcantes, pediu que os presentes mostrassem no celular fotos de seus familiares e fez uma oração por eles.


Carismático e de linguagem acessível, Frei Gilson conquistou especialmente os jovens. Aos 38 anos, é sacerdote do Instituto dos Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo e se tornou um dos principais nomes da Igreja Católica no país. Seu estilo musical, com arranjos modernos e mensagens de fé, já soma 1,9 milhão de ouvintes mensais no Spotify.
O repertório da noite reuniu sucessos do projeto 360º Ao Vivo e de álbuns anteriores, com canções como Dias Difíceis, De Ti Preciso, Não Vou Me Abater e Eu Te Levantarei. Em vários momentos, a arena cantou em uníssono, de mãos erguidas, em clima de oração coletiva. O frei também interagiu com a plateia, fez brincadeiras sobre suas transmissões ao vivo e pediu que o público orasse uns pelos outros.
A emoção foi constante: orações em voz alta, lágrimas e gestos de fé marcaram a apresentação. Ao final, a arena vibrou com Fogo do Céu, em um encerramento festivo e intenso.
“Quem mais pode nos dar alegria é Jesus. O mundo nos oferece alegrias passageiras, mas as de Deus são eternas”, disse Frei Gilson antes da bênção final, que encerrou uma noite histórica para Barretos e inesquecível para os milhares de fiéis presentes.
FONTE G1