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Aprendizagem remota impõe uma reinvenção das práticas pedagógicas

Guia de Implementação de Estratégias de Aprendizagem Remota, desenvolvido pelo CIEB, traz orientações e ferramentas para as redes de ensino prepararem seus docentes para os novos desafios

Uma pesquisa divulgada recentemente mostrou que, no último semestre de 2019, menos da metade (48%) dos professores de escolas públicas utilizou a internet para enviar conteúdos aos alunos. O dado, apresentado na pesquisa TIC Educação 2019, revela o tamanho do desafio que os docentes da educação básica estão enfrentando nesse momento de suspensão das aulas presenciais.

O cenário demanda das redes públicas um conjunto de iniciativas para ajudar os professores a desenvolver competências digitais e a incorporar práticas pedagógicas inovadoras, necessidades que, aliás, já eram evidentes antes da pandemia e devem se manter em alta, mesmo com a reabertura das escolas. “Não teremos um ‘volta às aulas’ tradicional, com os professores retomando os conteúdos de onde pararam. Muitas crianças e jovens vão precisar passar por um diagnóstico de aprendizagem. Havendo a necessidade de revisar ou complementar alguns conteúdos, a mescla de aulas presenciais com atividades remotas, o chamado ensino híbrido, poderá resolver isso”, explica Jean Tomceac, coordenador de Educação do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB). “A reinvenção das práticas pedagógicas continuará sendo uma necessidade”, acrescenta.

Sabendo que o preparo dos professores é um dos pontos mais sensíveis desse processo, o Guia de Implementação de Estratégias de Aprendizagem Remota, desenvolvido pelo CIEB para as redes públicas, traz informações detalhadas sobre como as secretarias podem contribuir com o corpo docente nesse momento.

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Ferramentas e materiais de apoio

Nesse sentido, aplicar a Autoavaliação de Competências Digitais de Professores nas redes pode ser uma medida importante, recomenda o Guia. A ferramenta é gratuita e permite aos docentes identificar seu grau de conhecimento e apropriação de tecnologias aplicadas à aprendizagem para, a partir disso, traçarem um plano de desenvolvimento profissional, explica Lidiana Osmundo, especialista em Educação do CIEB.

“Vale ressaltar que as competências digitais são úteis para todos os professores, inclusive para aqueles que adotam ou vão adotar estratégias de aprendizagem remota ‘off-line’. A curadoria e a criação de conteúdos impressos também dependem delas”, ressalta a especialista.

Outra ferramenta de destaque são as Práticas Pedagógicas Inovadoras adaptadas ao contexto remoto, um material que apresenta como os professores podem trabalhar com metodologias ativas de ensino a distância.

Jornada de implementação

O Guia de Implementação de Estratégias de Aprendizagem Remota traz orientações minuciosas sobre todas as etapas de implantação (são nove, no total), começando pelos aspectos práticos de checagem da infraestrutura e de organização de equipes, até chegar aos pontos mais críticos, como verificar a aprendizagem dos alunos e verificar a eficácia do plano em si. O material foi produzido pelo CIEB para atender aos desafios identificados em uma ampla pesquisa realizada em mais de 3 mil secretarias de Educação do Brasil durante o mês de março.

A partir dessa escuta, o CIEB sistematizou sete Estratégias de Aprendizagem Remota (EAR), desenvolveu a ferramenta Seleção de Estratégias de Aprendizagem Remota para ajudar os gestores a identificar rapidamente quais se adaptam à sua realidade e, finalmente, criou o Guia.

Fonte MARINA KUZUYABU – Comunicação

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