Jornal Sudoeste Paulista

Restauração da ponte sobre o Rio Taquari exigiu trabalho de mergulhadores

A Ponte sobre o Rio Taquari, na Represa de Jurumirim – localizada na divisa de municípios de Itaí e Piraju, km 295 da Rodovia Raposo Tavares, na região de Itapetininga – foi restaurada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Com investimento de R$26,2 milhões, a estrutura passou por completa reforma, com recuperação das fundações, pilares e do tabuleiro de concreto em uma extensão de 215 metros de comprimento por 11 metros de largura.

Devido à complexidade do trabalho, as intervenções exigiram uma equipe especializada em mergulho, uma vez que em algumas etapas subaquáticas foi necessário o uso de cilindros de oxigênio em uma profundidade de, aproximadamente, 32 metros.

“Para o DER, a recuperação de estruturas importantes como essa, com a complexidade de engenharia exigida, reforça o foco do governo na execução de obras perenes, de maior durabilidade. Esse é um investimento para o futuro”, avalia o superintendente do órgão, Sérgio Codelo.

A ponte possui 12 pilares, os quais foram incrustados em 12 blocos para sustentação, sobre 48 estacas, revestidos em capas metálicas, em armadura em ferro e concreto. Cada bloco está sustentado por quatro estacas que são travadas, com suportes metálicos no seu comprimento total de, aproximadamente, 32 metros de profundidade. Essas estacas são cravadas no fundo do leito do rio em rochas. No processo, foram utilizadas juntas de dilatação termo elásticas de base no tabuleiro. Também foi feita a troca de guarda-corpo de concreto por metálicos.

Além disso, a restauração da ponte contou com técnicas de jateamento em cimento de alta resistência e lajes de tabuleiro, aumento de armadura, protensão nos blocos novos, andaimes suspensos, chumbamentos de ferragem, formas planas para concreto protendido ou aparente e bombeamento de concreto.

Também foram utilizadas embarcações tipo balsa catamarã para equipamentos de perfuração e cravamento das estacas e barcos para transporte de passageiros e trabalhadores. Já na pista de rolamento foi adotada a operação “pare e siga” para a segurança dos usuários e operários da obra.

A DETERIORAÇÃO

Na época, no início de 2022, um vídeo que circulou na internet mostrou a clara e evidente deterioração dos pilares que sustentam a ponte. As imagens só foram possíveis graças a grande estiagem que provocou a acentuada diminuição do nível da água, sendo os problemas são mais visíveis na parte inferior da Ponte Jurumirim, que passa sobre o Rio Taquari (no km 295,3) e tem 215 metros extensão, em trecho de pista simples.

Parte do concreto se desprendeu entre os pilares e também na estrutura, expondo parte do aço que sustenta a ponte. O trecho não é concedido e está sob administração do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que preparou então uma licitação para obras no local. O órgão disse que havia realizado vistorias e não havia danos estruturais.