SP zera imposto do leite, reduz ICMS da carne e prorroga suspensão de corte de gás e água

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Pacote econômico foi divulgado pelo governo de SP nesta quarta. Mais cedo, governador João Doria chegou a dizer que anunciaria novas restrições após recorde de mortes, mas nenhuma mudança foi determinada na fase emergencial.

Por Lívia Machado, Marina Pinhoni e Patrícia Figueiredo, G1 SP — São Paulo

17/03/2021 13h39  Atualizado há 14 minutos


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Governo de SP vai zerar imposto para o leite e reduzir o ICMS da carne no estado

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira (17) que vai zerar o imposto para o leite e reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da carne a partir do dia 1° abril, e será em caráter permanente.

Também foi anunciada a prorrogação por mais 30 dias da suspensão de corte de gás e água no estado. A medida venceria no dia 30 de março, mas foi estendida até o final do próximo mês.

O benefício vale para estabelecimentos com consumo de até 100 m³ mensais de água e de até 150 m³ por mês de gás.

As medidas serão publicadas no Diário Oficial nesta quinta (18).

Principais medidas de suporte econômico

  • Isenção de ICMS para leite pasteurizado em todo o estado
  • Redução no ICMS de carne bovina, suína e frango para pequenas empresas (como açougues de bairro)
  • Ampliação da suspensão do corte de água e gás encanado por mais 30 dias (até 30 de abril)
  • Nova linha de crédito com R$ 50 milhões para bares e restaurantes via banco DesenvolveSP
  • Nova linha de crédito com R$ 50 milhões para comércio, salões de beleza, empresas de eventos via Banco do Povo
  • Adiamento de até 3 prestações para empréstimos feitos pelo banco DesenvolveSP

Linhas de crédito

Durante a coletiva, foi anunciado ainda um plano de apoio econômico, fiscal e tarifário a bares, restaurantes, academias, salões de beleza e produção de eventos em todo o estado. O pacote prevê R$ 100 milhões em linhas crédito.

As medidas tentam minimizar os impactos da crise provocada pela pandemia de coronavírus, com a redução de funcionamento dos setores por conta da necessidade de isolamento social.

Desde a última segunda-feira (15), o estado está na fase emergencial, que restringiu ainda mais o funcionamento de serviços essenciais autorizados a operar durante a fase vermelha da quarentena.

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Medidas adicionais

Na manhã desta quarta (17), o governador João Doria chegou a classificar a situação do estado como “dramática e gravíssima” e disse que medidas restritivas adicionais seriam anunciadas nesta quarta.

Entretanto, o comitê de saúde estadual apenas reforçou a necessidade de escalonamento de funcionamento dos setores autorizados a trabalhar para evitar lotação do transporte público.

Nos últimos dias, o governo anunciou a abertura de novos leitos e instalação de 12 hospitais de campanha para tentar ampliar a rede assistencial.

As unidades devem estar disponíveis para receber pacientes somente no final do mês. Entretanto, a necessidade de leitos é imediata e urgente. Ao menos 70 pessoas já morreram à espera de vaga em UTI. A gestão estadual já admitiu não ter fôlego para abrir novos leitos na velocidade atual de contaminação.

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