Araraquara fecha supermercados e restringe circulação de pessoas a partir das 12h deste domingo

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Com UTIs lotadas há seis dias por conta da escalada de casos de Covid-19, Araraquara (SP) inicia, a partir das 12h deste domingo (21), uma quarentena total de 60 horas com as restrições mais severas já impostas desde o início da pandemia.

O município é o que tem o maior número de confirmações (12 no total) da variante brasileira do novo coronavírus no estado de SP e ela pode ter relação com a alta de casos, internações e mortes, segundo a secretária de Saúde, Eliana Honain.

Pelas novas regras, até as 23h59 de terça-feira (23), estará proibida a circulação de carros e pessoas no município, exceto para trabalhar ou para atendimento médico e compra de medicamentos. Além disso, haverá o fechamento de serviços considerados essenciais, como bancos, supermercados e postos de combustíveis, e o transporte público não irá operar. (veja as regras abaixo).

A cidade soma 170 mortes pela doença e, no sábado, bateu recorde de novos casos: 248, somando 13.237.

A prefeitura classifica o novo momento de restrições como um ‘lockdown’, expressão em inglês que, na tradução literal, significa confinamento ou fechamento total. Américo Brasiliense e Santa Lúcia, que ficam na mesma região, também terão as medidas.

Movimento de carros na manhã

Por volta de 10h, a reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, ainda encontrou movimentação de carros nas principais ruas da cidade, como a Via Expressa, mas abaixo do normal. A equipe não encontrou pessoas andando nas ruas durante a passagem pela região.

Um posto de combustível já estava fechado por volta de 10h30.

Moradores aprovam medidas

A movimentação em supermercados também é pequena. O professor de educação física Gustavo Lopes Sobreira aproveitou a última hora para fazer compras básicas. Ele aprova as medidas, mas acredita que o impacto vai ser pequeno.

“Não com intuito de fazer estoque, foi pela necessidade. Até porque são dois dias e meio [de fechamento], então, eu não vejo a necessidade e nem que fosse uma semana. Em relação à transmissão e leitos, eu acho que [vai ter impacto] quase zero, porque é muito pouco tempo. Dois dias depois se liberar vai acontecer novamente novos casos, se fosse maior o tempo talvez teria surtiria um efeito maior. [Se tivesse] um lockdown de um mês ou dois meses no começo do ano passado, talvez tudo fosse um pouco diferente”, disse.

A dona de casa Thais Trindade foi ao supermercado comprar leite e temperos. “Sou do grupo de risco, tenho asma, então eu evito ao máximo sair de casa, só mercado e farmácia. Eu achei a medida necessária, acho que às vezes prejudica algumas pessoas no trabalho, mas foi necessário pela situação que a gente está enfrentando”, afirmou.

Fonte G1

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