Eliane Marques visita Fartura através do programa Viagem Literária

Eliane durante uma oficina em Fartura

Fartura recebeu na tarde e noite de terça-feira, 24, na Biblioteca Municipal Professor “Roberto Moreira”, a escritora Eliane Marques, que também é poeta, ensaísta, coordenadora da Escola de Poesia e editora da revista Ovo da Ema, através do programa “Viagem Literária”, do Governo do Estado de São Paulo.

O primeiro módulo deste retorno do programa trata de “Poesia: Oficinas e Bate-Papos com Escritores”, estando programado para percorrer 62 bibliotecas de 61 cidades, incluindo a capital paulista, tendo a poesia como objeto de debates. Participaram na oportunidade a coordenadora de Cultura, Rute Rodrigues, bibliotecária Luciane Erustes e os funcionários Thainy e Everaldo.

Everaldo, escritora Eliane, bibliotecária Luciane e Thainy

Segundo ela, “quando cheguei em Fartura me surpreendi com o tamanho da biblioteca e pela recepção, além do número de pessoas interessadas, apesar da pandemia, o que me deixou muito feliz em estar aqui”, disse, aproveitando para agradecer a todos os envolvidos.

No período da tarde, a escritora realizou uma oficina de poesia com alunos do ensino médio e convidados, enquanto no período da noite, aconteceu um animado bate papo com outros convidados e alunos das Faculdades Integradas de Taguaí (Fit), e para ambos os grupos, Eliane ressaltou a importância da poesia em momentos como o que estamos vivendo, com a pandemia mudando a forma como nos relacionamos.

Em sua apresentação, disse que desde cedo gostou e se envolveu com literatura, principalmente com poemas, entrou como aluna na Escola de Poesia, participou de eventos, foi escrevendo e hoje coordena a mesma escola de poesia de Porto Alegre. Disse ainda que na escola não ensinam a escrever poemas, mas acreditam que a leitura de poemas com poetas de tradição, ajuda pessoas que querem escrever e ingressar nesse mundo. É importante, segundo ela, ler fartamente e escrever, ressaltando a importância do conhecimento.

Eliane frisou ainda que a poesia é mais e menos que forma ou gênero literário. É ato originário de linguagem, que não se esgota nem se fecha, que quanto mais se mostra, mais se esconde e margeia. Nesse ponto, inconfundível com a língua, embora com essa se relacione num campo de permanente tensão e conflito.

Convidados também estiveram no bate papo

BIBLIOGRAFIA

Poeta, ensaísta, coordenadora da Escola de Poesia e editora da revista Ovo da Ema. Essa gaúcha de Sant’Ana do Livramento publicou ‘Relicário’, além de ‘E se alguém o pano’ (Prêmio Açorianos de Literatura 2016). Com outras autoras lançou ‘Arado de Palavras’ e ‘Blasfêmeas: mulheres de palavra’, tendo ainda traduzido ‘O Trágico em Psicanálise’.

Atualmente, é auditora do Tribunal de Contas do rio Grande do Sul e trabalha na tradução do livro ‘Pregón de Marimorena’, da poeta uruguaia Virginia B. de Salas (Figura de Linguagem) e finaliza o seu poemário ‘O poço das Marianas’ (Escola de Poesia).

VIAGEM LITERÁRIA

Lançado em 2008, o Programa Viagem Literária integra o conjunto de ações do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) e esteve suspense há algum tempo, até mesmo em razão da pandemia do novo coronavírus, porém, nesse mês volta a ser realizado, e na região, Fartura e Barão de Antonina recebem a participação de uma escritora.

O Viagem Literária é gerido pela Organização Social SP Leituras, responsável também pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo (SisEB), a Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos. Para mais informações, acesse: www.viagemliteraria.org.br.

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