Policia Civil prende 4 em operação contra quadrilha suspeita de furtar dezenas de veículos nas regiões de Avaré, Botucatu e Itapetininga

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Batizada de “Carrus”, ação resultou no cumprimento de mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão domiciliar

A Polícia Civil de Avaré deflagrou na manhã de hoje, dia 21/07, a “Operação Carrus”, com o objetivo de desmantelar uma quadrilha especializada na prática de crimes contra o patrimônio, principalmente furto de caminhonetes e outros veículos com motor movido a óleo diesel.
Ao todo, quatro indivíduos foram presos temporariamente nas cidades de Ourinhos, Porangaba e Tatuí. Os agentes também deram cumprimento a mandados de busca domiciliar nessas localidades. Esse trabalho resultou na apreensão de peças, documentos e placas de identificação de veículos e telefones celulares.
A única mulher da quadrilha, de 29 anos, foi localizada com dinheiro e 34 papelotes de cocaína em casa, razão pela qual ela também foi autuada em flagrante por tráfico de drogas. Outro integrante tentou fugir do cerco policial pulando o muro do imóvel onde morava. Ele escorregou e caiu de uma altura aproximada de três metros, lesionando o braço e perna direitos.
Uma força tarefa está empenhada no Plantão Policial de Avaré para elaborar os procedimentos decorrentes da operação, entre os quais boletins de ocorrência e as declarações dos investigados. Após esse trabalho, os presos serão encaminhados para a Unidade de Transição de Piraju, exceto a mulher, que será transferida para a Penitenciária Feminina de Pirajuí.
Coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a ação contou com equipes formadas por policiais civis de Avaré (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes – DISE), Cerqueira César e Piraju, bem como da DIG de Itapetininga, DIG de Ourinhos e DISE de Botucatu. Ao todo, 36 policiais civis e 12 viaturas foram destacados para a missão.
Segundo a investigação, a associação criminosa é responsável por causar prejuízo a pelos menos 20 vítimas em uma dezena de municípios situados nas regiões de Avaré, Botucatu e Itapetininga.


Os integrantes da quadrilha, segundo a DIG, possuem extensas fichas criminais por delitos contra o patrimônio. A maioria também é egressa do sistema penitenciário paulista. Dois membros não foram encontrados, mas as diligências vão prosseguir com o objetivo de prendê-los.
O cabeça da associação criminosa é residente em Ourinhos. Ele e os comparsas tiveram as prisões decretadas pela Justiça depois que a DIG de Avaré reuniu provas robustas que revelaram detalhes da organização, cuja atividade consistia desde a subtração dos bens até a efetiva entrega dos mesmos a receptadores. Há suspeita de que o grupo também realizava adulteração de sinais identificadores dos veículos furtados.
As investigações começaram em fevereiro deste ano, após a subtração de uma caminhonete no bairro Vera Cruz, em Avaré. Desde então, a dimensão da quadrilha, sua forma de atuação e as preferências foram sendo conhecidas com a execução de diversas diligências, entre as quais coleta e cruzamento de informações, depoimentos de testemunhas, registro de dados, além de trabalho de campo e de inteligência.
Os criminosos praticavam os furtos sempre de madrugada, tendo como alvo veículos estacionados na via pública. O grupo visava caminhonetes de marcas e modelos específicos, principalmente Ford F100, F1000, F4000 e Chevrolet D10 e D20. Mas veículos de menor porte e até caminhões também foram furtados pelo grupo recentemente.


Para o delegado Fabiano Ribeiro Ferreira da Silva, da DIG de Avaré, a opção por veículos antigos com motor à diesel é explicada pelo ramo de atividade no qual a quadrilha está inserida. “Esses veículos possuem fácil aceitação no mercado clandestino de revenda de peças automotivas. É um negócio que movimenta grande soma de valores. Nosso objetivo agora é tentar chegar nos receptadores para fechar o ciclo de trabalho”, declarou.
A expectativa da DIG de Avaré é que o resultado da operação “Carrus” permita o esclarecimento de pelo menos 20 ocorrências de furto de veículo e a consequente punição do envolvidos. Outro objetivo é tentar reparar de alguma forma o dano gerado às vítimas, as quais na grande maioria utilizavam os veículos para trabalhar, como meio de subsistência.

Por Cristiano Martins

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