Inumeráveis: a história por traz dos números da covid-19

0
10
Homenagens são feitas pelo site https://inumeraveis.com.br/

Para conservar a memória das vítimas dacovid-19, voluntários de todos os cantos do Brasil se juntaram para lançar o projeto Inumeráveis, por iniciativa do artista Edson Pavoni. A ideia é que as vítimas não se tornem somente números.

PUBLICIDADE

[slide-anything id=’14466′]

Com o estabelecimento de protocolos de prevenção contra a covid-19, funerais de todo o país passaram por modificações, de modo que parte das pessoas em luto sente que não se despede propriamente de seus entes queridos. O projeto destaca que durante pandemias, a tendência é que as pessoas virem números, estatísticas. “Estatísticas são necessárias. Mas palavras também. Se nem todas as vítimas tiveram a chance de ter um velório ou de se despedir de seus entes queridos, queremos que tenham ao menos a chance de terem a sua história contada.”

“Não há quem goste de ser número. Gente merece existir em prosa”, diz o site, que até esta quinta-feira (7) reunia mais de 400 homenagens. O grupo salienta ainda que visa “reverter a lógica fria pela qual a pandemia está sendo tratada no país” e que “por trás dos números em crescimento, de falas e atitudes irresponsáveis de governantes, estão histórias de milhares de brasileiros”.

Homenagens

“Adalberto Álvares Almeida. 1966 – 2020. O carnaval em pessoa”, diz um dos textos.

“Seisho Inamine. 1950 – 2020. Pai e avô dedicado, de poucas palavras, mas de muito afeto nos pequenos cuidados diários”, diz outro.

Sobre o médico endocrinologista Maurício Barbosa Lima, por exemplo, descobre-se que era visto como uma pessoa disponível e que fez a diferença por onde passou.  Já a paraense Maria José Assunção, que teve a vida interrompida pela doença aos 64 anos de idade, é descrita como uma mulher guerreira e que deixará um legado de amor e solidariedade.

Para participar, familiares das vítimas podem enviar um relato à equipe do projeto, mediante o preenchimento de um formulário ou por áudio de WhatsApp.

Colaboradores

Jornalistas, estudantes de jornalismo, escritores, contadores de histórias e pessoas em geral que tenham habilidade com escrita também podem colaborar, redigindo textos a partir de entrevistas dos familiares das vítimas ou de histórias já veiculadas em outras plataformas, indicando o devido crédito e link para a fonte da postagem original.

Com informações Agência Brasil

Continua depois da Publicidade
Continua depois da Publicidade
Continua depois da Publicidade
Continua depois da Publicidade
Continua depois da Publicidade
Continua depois da Publicidade