Assassino enterra corpo no quintal da própria casa

Acusado indicou onde enterrou o corpo do idoso

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) encontrou na tarde desta sexta-feira, dia 06/03, no Jardim Paraíso, em Avaré, o cadáver do pedreiro Valdemar Rufino Machado, de 69 anos, que estava desaparecido desde o início de fevereiro deste ano. Segundo a Polícia Civil ele foi vítima de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
O corpo do idoso estava enterrado no quintal da casa do réu confesso do crime, um homem de 26 anos, vizinho de quarteirão de Machado. O acusado não só admitiu ter tirado a vida da vítima como levou os policiais até o local e indicou o ponto exato onde estava o cadáver.

O Corpo de Bombeiros teve que ser chamado e trabalhou sob sol forte. Depois de cerca de trinta minutos de escavações, a equipe conseguiu retirar o corpo. O delegado da DIG, Fabiano Ribeiro Ferreira da Silva, acompanhou a diligência. A perícia também foi acionada para o exame de local de crime.
Segundo as investigações, o acusado matou a vítima depois que roubou o telefone celular dela. Porém, a forma como se deu o assassinato ainda não ficou clara. “Ele disse que agrediu a vítima, que caiu, bateu a cabeça e morreu. Depois falou que tentou esquartejá-la com uma faca, para enterrar com mais facilidade. Enfim, vamos aguardar o resultado do exame necroscópico para termos uma opinião abalizada”, disse o delegado Fabiano.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a morte de Machado teria ocorrido na casa do acusado. Há a informação de que a vítima, que era pedreiro, estava realizando pequenos reparos na residência, a pedido do próprio suspeito.
Ainda segundo a Polícia Civil, o acusado também foi até a casa de Machado, alguns dias depois da morte dele, e se apropriou de um fogão, um botijão de gás, um televisor e um aparelho DVD. Esses objetos e o telefone celular foram localizados na residência do suspeito e apreendidos.
O investigado foi conduzido à DIG no início da noite. Ele está detido por força de mandado de prisão temporária em uma das celas do Plantão Policial. Depois será transferido para a Unidade de Transição de Presos de Piraju. De lá poderá ser encaminhado para um Centro de Detenção Provisória. O caso ainda segue sob investigação na DIG, que instaurou inquérito policial. Por Cristiano Martins

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