Coronavírus gera alerta global

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Destaque nas últimas reportagens em diversas mídias de notícias, a infecção originária da China, o nCoV-2019 (o novo coronavírus), tem sido fonte de atenção e alerta global, pois a comunidade em geral tem convivido no último mês com o rápido crescimento do mesmo, causador de infecções respiratórias tanto em seres humanos, como em animais.
Até o momento, a China detém a maior concentração de pessoas infectadas, com 4,5 mil casos registrados. São 106 mortes detectadas até o momento e o vírus já foi confirmado em 15 países de quatro continentes.

O NOVO VÍRUS
Ele circula entre animais, de animais para humanos e de humanos para humanos. É mais agressivo e transmitido por vias aéreas, no contato com secreções e objetos contaminados. Os sintomas provocados pelo novo vírus são febre alta, tosse, dores musculares, falta de ar, secreção na garganta, líquido nos pulmões, que caracterizam pneumonia viral, e diarreia. Ainda não existem vacina nem medicamento específico para o tratamento.
Embora ainda não se tenha um conhecimento científico sobre o novo coronavírus, é certo que a população recorra a medidas que contribuam com a diminuição de riscos. Além de lavar as mãos, dentro de ambientes fechados, seja em casa ou no trabalho, a qualidade do ar é fator fundamental para evitar a proliferação deste vírus, além de outros fungos e bactérias que podem comprometer a saúde.
No Brasil, o Ministério da Saúde elevou, na terça-feira, 28, a classificação de risco no país para nível dois, que significa “perigo iminente”. A escala faz parte de um protocolo que vai até três (emergência em saúde pública), no entanto, só se chega a este nível quando são constatados casos de contágio no território nacional.
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) corrigiu, na última segunda-feira, 27, a avaliação do risco de contágio do novo coronavírus, considerado elevado para o nível internacional. Antes, a entidade havia classificado o vírus como moderado por “erro de formulação”.

ATUALIZAÇÕES
O Ministério da Saúde passará a atualizar as informações sobre a situação do novo coronavírus no Brasil diariamente. Até o fechamento da edição, nove casos suspeitos da doença estão sendo monitorados no país. O Ministério da Saúde recomenda que empresas não realizem pessoalmente reuniões com pessoas que vêm da China.
A informação foi dada pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira, 29, em Brasília – DF. Na ocasião, foram atualizados os casos suspeitos, e os nove se enquadraram na atual definição para nCoV-2019 (o novo coronavírus), estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

SOBRE CORONAVÍRUS
Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum.
É um grupo de vírus de genoma de RNA simples de sentido positivo. Pertencem à subfamília taxonômica Orthocoronavirinae da família Coronaviridae, da ordem Nidovirales. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas, de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.
Seu período de incubação costuma ser de 2 a 14 dias e, de uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas. Todos os coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa. Na definição de contato próximo, pode ser qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: morado junto ou visitado).

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