Prefeitura tem gastos mínimos para a realização da grande Expofar

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Avaré e Arandu são duas cidades com pontos distintos, tanto em tamanho como em arrecadação, porém, ambas com comissões organizadoras das festas de caráter figurativo, deixando os gastos milionários por conta do dinheiro público. Estima-se que tanto Arandu, quanto Avaré, onde realizam festas suntuosas, com shows milionários, gastam em torno de R$ 4 milhões.
Dito isso, vamos agora à realidade farturense, que a exemplo de outras cidades da região Sudoeste Paulista, contam com arrojadas comissões organizadoras que arregaçam as mangas e conseguem realizar boas festas e com muito menos dinheiro público. Coloque nesse bojo, cidades como Taguaí, Taquarituba e Itararé.
Com um custo total estimado em torno de R$ 650 mil, a prefeitura da cidade, se comparado aos exemplos acima, gasta pouco. A Lei Municipal nº 2.337/19, de 29 de novembro de 2019, que trata da receita e despesa da Prefeitura do Município de Fartura para o ano de 2020, rege que o departamento de turismo goza de R$ 637 mil, verba esta para ser utilizada dentre outros eventos e atividades, no Carnaval e também na Expofar.
Deste montante, R$ 296 mil estão disponibilizados para a Expofar, onde R$ 46 mil serão investidos em adequações no recinto de festas que não possui infraestrutura para receber o grande evento. Sobra então R$ 230 mil para a comissão trabalhar, sendo somente suficiente para bancar apenas dois dos quatro shows contratados.
Se a festa está orçada em torno de R$ 650 mil, faltam R$ 420 mil. E é aí que entra o trabalho voluntário de pessoas que deixam de lado seu próprio negócio para se empenharem em arrecadar esse grande volume de dinheiro.
Para sabermos como esse trabalho é feito, ninguém melhor que o presidente da Expofar 2020, o ruralista José Valdir da Silva, conhecido como Zé Valdir. Ele contou em entrevista, as dificuldades em ter de trabalhar duro para conseguir pagar as contas da festa farturense. Junto de outros voluntários que formam a comissão, também são responsáveis pela programação e organização da festa.
Zé Valdir revelou que a principal receita da Expofar, basicamente vem de duas fontes, a venda dos camarotes do rodeio e dos patrocínios. Segundo ele, o espaço terceirizado da praça de alimentação cobre os custos de engenharia elétrica, seguranças, fechamento do recinto e outros pormenores que também custam muito dinheiro.
O baile da rainha da festa que antes consumia muito dinheiro, agora a organização basicamente fica por conta da iniciativa privada. Realizado no Quati Valley, tanto pré-seleção, quanto eleição da Rainha e Princesas, são realizados sob a batuta da iniciativa privada e, não se fala mais em despesas para a prefeitura e comissão.
Zé Valdir também falou da principal atração da festa, o rodeio. Como em outros anos, o evento fará parte do Circuito Rancho Primavera, do empresário Rogério Paitl, que se responsabiliza em organizar tropas e cavaleiros, um dos pontos mais críticos para a comissão.
Esse ano, segundo o presidente da festa, o rodeio contará com montarias em touros e cavalos, com premiações em dinheiro, que começam em R$ 7 mil para campeões, até R$ 2 mil para os quintos colocados de cada categoria.
“Apesar das dificuldades serem maiores esse ano, estamos confiantes em nosso trabalho e no coração altruísta dos colaboradores. A exemplo de outros anos, vamos conseguir cumprir todos os compromissos financeiros”, frisou Zé Valdir, que aproveitou a oportunidade para convidar, junto da população farturense, anfitriã da festa, toda a região para prestigiar e saborear esta grande festa regional.

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